Ontem, ao postar, me abstive de certos comentários como todos os voos serem tranquilos, o único com turbulência foi o Paris-Budapeste, que era meio estranho, barulhento, e parecia que não estava com velocidade suficiente para voar.
Bom, quando cheguei, ontem, no meu hostel, tinha milhares de estudantes de tudo quando é lugar do mundo, fazendo sabe Deus o quê, mas estavam bebendo, e muito.
Eu, então, fui socializar, e pareço ter atraído as melhores pessoas que podia. Conheci um alemão loucaraço [sic], que roubava bebidas do grupo de estudante, fingindo se passar por um deles ou dizendo que iria comprar uma camisa deles. Ou, pelo menos, eu falei quando me perguntaram sobre a ausência do meu crachá, é... eu também entrei na brinks [sic].
Houve um momento em que as pessoas começaram a tomar shots de alguma bebida e eu, como tava conversando com dois estudantes do grupo que eram gregos, eles me ofereceram (haha).
Enfim, ótima recepção. Depois, conheci duas holandesas, e não é para menos que a Holanda tem má fama.
Siga o diálogo e tire suas conclusões:
_ Alemão: Would you like a cigarrete
_ Holandesas: No, we don't smoke cigarretes, we are vegetarian, just weed.
Então?
Pessoal tenso (haha). Depois, começaram a servir comida, e eu, estando lá, aproveitei e catei um prato também, afinal, economia é essencial.
Depois, conversei mais com uns caras, no final, deixaram a gente beber de boa. E, assim, nesse ritmo festivo de amizade, fomos para the city, que eu não fazia ideia do que era, mas era a cidade mesmo, e conhecemos alguns bares e uma boate, acho. Mas voltei cedo. Acho que antes das 2h00 da manhã eu estava no hostel já.
Nesse meio tempo, tomei algo chamado Unicum. Olha, acho que copiaram o absinto, por que é tenso.
Para finalizar, fiquei acordado até próximo às 5h, por nervosismo, ou por mal costume de fuso, e fui dormi, colocando o celular para despertar 6h.
[TODOS DORME]
6h --> [TODOS CONTINUA DORMINDO]
11h --> Jota acorda.
Sim, acordei tarde, mas não me abati. Acordei, tomei um banho, mochilas nas costas, máquinas em punhos, e um mapinha salvador da pátria nas mãos, lá me fui desbravar Budapeste.
A começar pela minha rua (Szüret Útca), que é em uma ladeira, toda cheia de árvores, muito bonita, mesmo porque a visão da janela do meu quarto é de uma floresta, o que não pé pouca aqui em Budapeste.
Durante o caminho entre meu hostel e a praça onde saia o tram 6 (espécie de bonde), cerca de 15 min de distância, vi lindas construções, uma igreja imensa, mil e uma estátuas. Tudo registrado em foto, que você não tem como parar de tirar.
| Szüret Útca - minha rua |
| Igreja próximo ao meu hostel |
| Uma espécie de escola |
Chegando na praça, começou a luta, húngaros não falam inglês e, em muitos lugares, não aceito o euro, só o fiorim (moeda local). Para comprar uma passagem para o tram eu demorei 20 min, e outros 20 para comprar uma água mineral.
Comprei, assim, uma passagem a 320 ft (+/- 3 reais, ou menos) e uma água de 5 ml por 280 ft (uns R$2,50). Mas só consegui comprar porque aceitavam cartão. Ah! Atente para o fato de também não utilizarem cartão.
Enfim, peguei meu tram 6 e lá fui eu desbravar esse novo veículo.
Brasileiro não serviria para morar aqui, o transporte é baseado na confiança, você compra o passe e você mesmo o valida. Se não o fizer, ninguém vai ficar sabendo, somente se você der azar de encontrar um fiscal, aí sim, ele te cobra e, se você não tiver validado, você paga uma multa.
Eu, como bom brasileiro, apesar de ter pagado pelo passe, não o validei, só pela sensação de estar dando uma de esperto (hehe).
Desembarquei na Blaho Luiza tér e caminhei horrores até a estação Keleti, onde fui procurar saber sobre passagem para Bratislava e passe livre para transportes.
A estação Keleti é imensa, linda. Comprei um passe livre de 13 dias porque era mais em conta que comprar o de 3 dias (13 dias --> 28 euros / 3 dias --> 34 euros). E, ainda, o citypass me da direito a ir a uns spa de graça.
| Keleti pu. (estação de trem) |
Saindo de lá, fui desbravar o McDonalds, comprando um lanche de bacon de 400 ft (+/- 3,50 reais). Em frente ao McDo, tinha um Burger King, o que me fez amar mais ainda a cidade.
Voltei da estação Keleti pelo metrô, e saltei na Blaho Luiza, onde eu peguei outro tramp para Oktogon, e de la, peguei o metrô para Hósök tér, onde fica a praça dos Heróis, linda e gigante, como tudo em Budapeste. essa praça é do lado de um parque, onde fica o castelo de não-sei-quem.
| Praça dos Heróis |
Saindo de lá, conheci o museu do Terror, que fala sobre a guerra na Hungria, muito irado, e mais a frente, a Opera, que é monstruosa.
| Museu do Terror |
| Opera |
De lá fui conhecer a estação Nyugati, e depois fui para o Parlamento, uma coisa monstruosa, localizada na praça Roosevelt, em frente ao museu histórico de Budapeste, o qual eu visitei, e ainda peguei uma orquestra tocando.
| Nyugati pu. (estação) |
Parlamento Húngaro
|
| Orquestra no Museu de História de Budapeste |
Parti de lá, e fui para a Ponte da Liberdade, uma das mais antigas de Budapeste.
| Chain Bridge |
| Ponte da Liberdade |
Lá foi meu último ponto turístico, porque queria voltar para falar com minha mãe, mas dei uma passada no Palácio de Buda e na Ponte Elizabeth.
Foi nesse momento que eu me perdi e tive que andar muito até encontrar um tram para me levar para meu hostel.
No meio do caminho, vi uma macumba húngara (haha). Cheguei no hostel, descansei, falei com meus pais, e voltei para a estação Keleti, e comprei minha passagem para Bratislava por 4400 ft (cerca de 16 euros na conta do cara do guichê). Ainda lá no guichê, falei com um italiano que tava perdido e não falava inglês, então, embromei um italiano estranho e ajudei o cara, e deu certo, ele tava querendo voltar para Veneza. Depois um senhor que me parecia ser alemão veio me pedir ajuda também, estava com cara de funcionário, só pode.
Ainda lá dentro, tentei ligar para casa, mas não sabia, porque em Paris é muito diferente. Quando pedi como fazia para ligar, o húngaro falou "aperta os botões, simples". Ok, né! Depois consegui aprender sozinho e gastei 150 ft (pouco mais de 1 real) e falei menos de 1 minuto com meus pais.
Saindo de lá 21h tinha acabado de escurecer, me chamaram no meio da rua três vezes, e todas para me oferecer maconha. Na última vez, eu até já respondi que não queria antes de o cara oferecer.
E ofereceram na cara de pau. AMSTERDAN é aqui galera.
Voltei para casa, muito mendigo na rua, e muito pedinte.
Sorte minha é que eu não entendo húngaro e posso negar ajuda sem peso na consciência.
É... realmente essa imagem é bem fálica!!! Boa nomiação Jota...!!!
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