Bom, para aqueles que apostaram em fortes emoções na minha viagem por conhecer a minha pessoa, acertaram.
Então, ontem, fui jantar eram quase 2 horas da manhã aqui, e ainda encontrei um gringo que conheci no hostel e tomamos umas cervejinhas, nada de mais.
Hoje, acordei cedo e decidi colocar meu notebook na mochila para andar. Péssima ideia! Pesou o tempo todo, mas agradeço por ter levado.
Sai do hostel e fui direto para o ponto de ônibus para pegar o busz 27 para ir à Citadella. No ponto, estava um senhor húngaro, que começou a puxar assunto comigo, em húngaro.
| Citadella |
Eu disse que só sabia inglês (alias, fiz gestos de não), mas não adiantou, o velho continuou a conversar, desembolamos um diálogo legal entre utilizando aquelas palavras importantes: tourism, nice, cool, beautiful, pretty, girl, hot e f*ck.
Sim! Não é só no Brasil que as pessoas socializam com putaria. Aqui também, e por gestos, no meio do ponto de ônibus.
Depois do cultural bate-papo com o senhor húngaro, subi até a Citadella, onde tem um forte gigante, e onde fica a estátua da liberdade húngara, que não tem nada a ver com a americana. Pelo que entreouvi do guia turístico alheio, ela simboliza a libertação do povo húngaro, ou a independência. Enfim, algo do tipo.
Lá de cima, dava para ver Buda e Pest inteiras, muito lindo, principalmente o rio Danúbio, que não perde com sua exuberância.
De lá, desci uma escadaria gigantesca até a Erzsébet hid (Elizabeth Bridge), não tão famosa quanto a Chain Bridge, mas tem seu charme. E, logo ao lado, havia uma estátua de Erzsébet, que eu não faço ideia de quem tenha sido, e nem pude usurpar do guia alheio, porque pareciam falar algo parecido com o alemão.
De lá, passei na igreja gigante que havia do lado da estátua e caminhei até a entrada do Castelo de Buda, que é gigante, com várias entradas e corredores, e cansativo. Você tira foto a cada passo.
Depois de muito andar, e de ver muitas estátuas e jardins lindos com cascata e tudo mais, cheguei ao fim do Castelo de Buda e caminhei até a igreja de São Matias, que é maravilhosa, toda cheia de detalhe. O único problema dessa igreja é que se paga para entrar e a fila tava gigante, deixei para a próxima.
Saindo de lá, desci pela escadaria e descobri que o buzs 16, o que me levaria a outro ponto turístico ia demorar uma hora. Então resolvi andar pela margem do Danúbio. Estúpida decisão, porque continuei, passei a Chain Bridge de novo, peguei um tramp e fui para no ponto turístico errado.
Então, decidi voltar pro hostel, tomar um banho e entrar em contato com os húngaros, para sairmos.
No meio do caminho, assisti a uma missa católica húngara e comi um BigMac cheio de firula, porque a atendente não falava inglês, e eu concordava com tudo que ela falava em húngaro.
Depois de me empanturrar, fui para o hostel, e descobri que minha mala tinha sido violada e, pelo menos, 16 peças de roupas tinham sido roubadas, principalmente as mais caras e mais novas.
Dos males, o menor. Eu não deixei meu notebook, então, aquela péssima decisão, se tornou minha melhor decisão.
Logo sabendo do furto, fui à recepção, e tudo que eu ouvi foi um "I'm sorry" da recepcionista.
Então, pedi para que ela ligasse para polícia, que veio até rápida, mas ninguém falava inglês, virei um macaco para contar a história toda para eles.
Eles tiraram fotos de tudo, pegaram meu passaporte e anotaram meus dados, pediram meu e-mail, perguntaram quando eu deixaria Budapeste, o que foi roubado e quanto valia tudo. E a recepcionista traduzindo tudo. Ela até traduziu a minha pergunta sobre a responsabilidade do hostel, e adivinhem? Segundo ela, a polícia disse que o hostel não tem responsabilidade nenhuma.
Logo, alguém sabe sobre legislação húngara?
Liguei para o meu seguro viagem e eles só cobrem roubo no aeroporto ou extravio. Estou, aqui, pensando em como extraviar minha mala no último voo para casa.
Detalhe: Vou ter que lavar todas as minhas camisas depois que usá-las, do contrário, vou ser obrigado a andar pelado por Budapeste (HAHA).
No mais, tudo tranquilo. Até encontrei um brasileiro, o que me deixou mais feliz, não aguentava mais não ouvir o português.
Voltei pro meu quarto, e decidi dormir, tava meio desanimado. Acordei agora, e acho que vou dar uma volta com uns húngaros aí.
Hoje, eu afogo as mágoas no Unicum. Não que eu não o faria, mas, agora, eu, pelo menos, tenho desculpa.
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