segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Quase no dia de partir...

Eu diria que estou arrumando minha mala, porque amanhã é meu último dia de glória em Budapeste, mas eu tenho que dizer que estou arrumando o que sobrou da mala (haha)
Então, depois de todos os problemas, dei uma dormida, tomei um banho e parti para desbravar mais uma vez a noite húngara, mas, dessa vez, eu sai com nativos, só húngaro, o único gringo era eu.
Marquei de encontrar os húngaros no em Oktogon, e tudo correu bem. Cheguei lá, já fui bem recebido e fomos caminhar pela famosa Andrássy Útca, a Champs Ellysé húngara, até Moulin Rouge tem, não se se é igual ao da França, vou compara, mas esse daqui, tenho a impressão de que é mais "baixo" que o de lá.
Caminhamos um bocado e vimos muitas coisas exóticas. Falei que tinha fome, e logo entramos em um restaurante indiano. Pela primeira vez, eu não estava perdido ao pedir comida. Eles falam tudo, traduziam, e eu comi o que queria. Bom, mais ou menos, nunca tinha comido da culinária indiana, mas eu gostei do preço, 200 fiorim (+/- R$ 1,80), e ainda é bom, e picante, se num tivessem me falado, jurava ser mexicana.
Comida indiana que não faço ideia do nome
Partimos então para ver a Chain Bridge a noite, e é muita mais linda, mas minha câmera é horrível, nem ficou boa a foto. Alias, toda Budapeste é linda a noite. 

Basílica de São Estevão
Finalmente, então, conheci a Basílica de São Estevão, muito linda e gigantesca. super iluminada e totalmente fechada.
Tiramos algumas fotos, e fomos fazer o mais importante, comprar cerveja. Compramos umas cervejas nacionais e umas internacionais que eu também não conhecia, mas levei. Uma latinha custando aproximadamente R$ 2,50, preço normal. 
Abastecidos, e com as latinhas em mãos, partimos para a Ponte Elizabeth, e sentamos na beirada, apreciando o Danúbio a noite, e vendo toda a iluminação de Budapeste.
Conversa e mais conversas, insisti para tomarmos Unicum e assim foi feito. Andamos muito, saímos da movimentação dos turistas e fiz tudo aquilo que minha mãe pediu para não fazer, tomar cuidado para onde ia.
Fui conhecer um pub muito irado, só que era no bairro judeu. Um lugar meio afastado, a rua que era localizado então? Se eu estivesse ajuizado, naquele momento, eu até estaria com medo, mas segui em frente, e não me arrependi. 
Entramos no pub parecia um cenário de skins. Muito irado, musica americana alta e talz. E, finalmente, tomamos doses e mais doses de Unicum. Saquei, no ATM, algo próximo a 25 euros (5000 ft). Putz, adoro a desvalorização da moeda húngara. Bebemos muito, e ainda sobrou.
De lá, fomos para outro pub, animado também, mas super lotado, acho que nem ficamos muito, partimos para o seguinte.
Encurtando a conversa, conheci bastante da cultura noturna e underground de Budapeste, me senti no seriado skins, e conversei pacas com os gringos. E o melhor de tudo é que eu não precisei me esforçar para os vendedores e garçons me entenderem, os húngaros sempre estavam a disposição para pegar bebida. Sei que no último pub, o qual tinha até sinuquinha e tava rolando um concurso de street dance entre uns bêbados da mesa ao lado, ao sentarmos na mesa, encontramos uma bebida, provavelmente deixada pelos bêbados que esqueceram de beber, pedimos mais cervejas e os húngaros, sempre pensando na economia, não deixaram a bebida lá, e beberam-na.
No final, voltei para casa umas 3-4 da manhã, não me recordo ao certo, mas me divertir muito. Mas, por conta disso, acordei 11 horas hoje, mesmo deixando o celular despertando.
Levantei, tomei banho e caminhei para a embaixada, na esperança de conseguir algo, e depois de muito tempo procurando, encontrei-a, mas não adiantou muita coisa, alias, pelo menos, ouvi português, e mal ainda, torci para o cara mudar para o inglês, porque o português dele estava complicado.
Sai de lá despreocupado, e segui para a ilha de Margitszigeti no meio do rio Danúbio. Uma ilha gigante, cheia de coisa, tem parques enormes, todos conservados, com estátuas e monumentos (o que não falta aqui em Budapeste). As pessoas vão de roupa de banho, bikini e sunga de praia mesmo. Ficam do lado do chafariz. Imaginei que, se fosse no Brasil, tinha virado ponto de comércio de droga, vulgo cracolândia.
Caminhei muito até o "final da ilha" e vi resorts muito bonitos, até entrei em um para pode pegar um arzinho fresco, porque o sol de Budapeste, hoje, estava competindo com o daí do Brasil (Ok! Eu sei que são os mesmo).
Depois de tudo que andei, voltei de ônibus até a entrada da ilha e fui caminhando pela ponte Margit e segui para a Basílica de São Estevão. Enorme, e tudo mais, linda por dentro, e muito organizada. E encontrei duas senhoras brasileiras lá. Super bom ouvir português. Trocamos umas palavras e elas acabaram me perguntando onde ficava a Opera e o que eu aconselhava a elas visitarem. Fiquei feliz por já conhecer as ruas e direções de Budapeste. Indiquei o caminho e elas seguiram felizes. 
Após isso, resolvi subir até à cúpula da Basílica, que terrível decisão, escada que não acabava mais. Contudo, o final foi compensador. Vista de toda Budapeste, tanto o lado Buda, como o lado Pest, simplesmente demais. Depois disso, dei uma passada fiel no McDonalds, e quando sai, descobri que tinha desabado o mundo aqui e Budapeste, choveu com força, porém, para mim, tava quente do mesmo jeito.
Voltei para o hostel, tomei banho, conversei com mamãe, e parti encontrar os húngaros de novo para mais uma sessão de convivência. Acabou que o tempo fechou, esfriou demais, e eu sem casaco, só lanchamos, e voltamos para casa e, no caminho, conheci uma Polonesa, e ela estava indo para a Citadella, que deve ser linda a noite, mas eu precisava de um banho, comer e um casaco.
Então, pedi comida, e agora vou degustar da única comida que eu consigo falar o nome aqui na Hungria, BigMac, depois eu decido se vou ou não...

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