sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sobre a Tcheca...

Bom, Praga é demais. Não é cara, as comidas são boas, não precisei comer em BK ou McDonalds, e provei do famoso Duck knee que não é ruim, mas prefiro deixar para os tchecos comerem. 
Ontem, depois que saí do hotel, pela manhã, fui ao centro de Praga, e visitei tudo que podia e voltei à tarde no empenho de dormir para recurar duas noites não dormida, e estar preparado para a noite tcheca.
Cheguei em casa, falei com minha mãe e falei com meu amigo tcheco que marcou de a gente sair para conhecer o resto da cidade naquele momento, ou seja, não dormi, tomei banho e fui para a rua.
O cara é super gente boa, me mostrou bastante coisa da cidade, explicou e ainda pagou para me mostrar uns museus. Passamos no supermercado e comprei uns biscoitos tchecos muito bons, e ele me aconselhou a comer o joelho de pato, que eu provei hoje. 
Tomamos umas cervejas em um pub do centro, e depois de alguns copos de meio litro, e de o sono mortal que eu tava sentido, não via a hora de dar uma cochilada. 
Assim, vim para o hotel, mas, antes ele me levou ao maior clube da Europa Central para eu ir a noite.
Cheguei no hotel, dei uma dormida, acordei e vi que tinha outro brasileiro que tinha postado que estava em Praga. Entrei em contato e fomos fazer o que fazemos de melhor: Beber.
Ficamos bebendo, até ser tarde o bastante para irmos ao tal clube. No final, eles não quiseram, mas eu fui assim mesmo.
Lá chegando, só tinha gringo, não conversei com NINGUÉM tcheco lá, só tinha estrangeiro.
Depois de algum tempo, voltei para casa e, como era tarde, o ônibus já não tava passando e tive que andar um belo de um pedaço, naquele estado mesmo. 
Acordei cedo para aproveitar o café da manhã do hotel, que era muito bom, pois eu não tinha uma refeição matinal boa desde que viajei, mesmo porque nunca estava acordado nesse horário.
Sai daqui, e fui fazer mais uma vez turismo, e nunca encontrei tanto brasileiro como hoje. Na hora do almoço, encontrei um grupo de brasileiro, inclusive uma de Coqueiral de Itaparica - Vila Velha/ES, minha vizinha. Pra que, fomos almoçar todos juntos, pedi o tal pato e tomamos tanta cerveja. Depois fomos para um morro, ontem tinha uma torre panorâmica, comprei o ingresso e perguntei se havia elevador, e obtive uma resposta negativa, mas, depois de subir mil degraus, cheguei no topo e ouvi o barulho, olhei para o lado, a porta de um elevador se abrindo. Injustiça!
Desci de lá, fomos para o labirinto de espelho, nada legal, não valeu as 50 coroas pagas.
Peguei uma missa na capela muito interessante, meia diferente das missas daqui, a começar que só tinham 6 pessoas, contando comigo.
Quando desci, fui comprar algo para jantar e, no meio do caminho, encontramos um pub  que vendia caipirinha e, como bons brasileiros, fomos "degustar" nossa bebida tipica. O resultado não foi bom.
Voltei pro hotel sem comida, tive que parar no KFC e comprar umas assas de frango pra comer no hotel.
Agora é tomar banho e voltar para a boate Karlovv alguma coisa.
Fui!!!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Praha!!!

Olá, acabo de me estabelecer em Praga, e a única coisa que tenho para falar é que mochilar é irado demais (haha). Ainda que haja os perrengues, digo, os roubos.
Praga só me deu alegria até agora, e espero que continue. Primeira alegria foi sair de Bratislava, Eslováquia, não que a cidade seja ruim, até porque ela tem seus encantos, e eu pude identificar salada lá, mas por que aquele pessoal te que aprender a ganhar dinheiro com turismo, e estão muito longe disso. Além do fato de não falarem NADA de inglês, e se recusarem a tentar, atendem em um mal-humor e ignorância que só vendo. Por isso, aconselho a quem for visitar Bratislava, a passar metade de um dia lá, suficiente para conhecer todos os pontos turísticos de lá, e vem embora... esse negócio de não poder pedir informação e fazer mímica toda hora pra comprar uma água, não rola.
Contudo, vou levar boas lembranças de Bratislava, seja porque eu tive sorte naquela cidade, em chegar e encontrar brasileiros e um eslovaco super disposto a ajudar turistas, que nos levou de carro para conhecer alguns lugares, seja pelos brazucas de Goiânia que apreciaram, junto a mim, uma boa cerveja (não sei se é eslovaca, mas era cerveja), pelo mirante na ponte que dá uma visão linda de Bratislava, inclusive de suas montanhas, e pelo banheiro do mirante, que me roubou boas risadas, com seu mictório de lata e a privada em uma parede de vidro que lhe permite apreciar a visão do alto de Bratislava, enquanto você faz o nº 2 e ainda é obrigado a ler os dizeres: "enjoying the view?".
Bom, sobre Bratislava, o que tenho a dizer e que, para uma capital, a cidade parece pequena. Suas construções são mais modernas, imagino que seja devido à falecida Tchecoslováquia, que quando foi dividia, o território eslovaco não possuía lá grandes monumentos.
Foi em Bratislava também que experimentei meus momentos de mendigagem. Por que a passagem que consegui para Praga foi tarde e, depois da janta, não tendo mais nada para fazer, tirei um cochilo amarradão nos bancos.
Saindo de Bratislava, peguei um trem que vinha de sabe Deus onde e ia para Berlim.
Entrei nele e, 5 minutos depois, já tinha fechado com um gringo que não tenho ideia da nacionalidade porque ele não falava inglês, alias, ninguém naquele trem falava inglês. Sensação horrível, mas o importante é que a amizade prevaleceu às diferenças culturais, o gringo me chamou e me ofereceu uma cerveja, sim, do nada. Como eu não posso fazer desfeita, aceitei, e foi assim a viagem toda, e o cara arrumava cerveja toda hora, não era possível. Cada vez que o trem parava, ele corria comprar mais eu acho, só pode.
Enfim, lá pelas tantas, depois de muita "conversa" com o tal gringo, e não tendo dormido na noite passada (de Budapeste para Bratislava), capotei na cabine. Sorte que coloquei meu celular para despertar meia hora antes de chegar à estação de Praga, senão, numa hora dessas, estava em Berlim e nem sabia.
A segunda alegria que Praga me deu foi o hotel. Isso mesmo. Depois das desandanças com o hostel em Budapeste, resolvi me dar um presente, e fiquei em um hotel. Muito bom aqui. Fui do inferno ao céu em instantes. Não que eu não tenha gostado de Budapeste, porque eu adorei aquela cidade, mas porque o hostel e que fiquei hospedado lá não era lá grandes coisas, mesmo por que, fui roubado lá dentro.
O único problema com Praga é a moeda, que eu num faço ideia do valor, mas já já eu aprendo.
Vindo da Ferroviária para o hotel, tracei todo o meu caminho. Primeiro pego o metro, depois ônibus 119, depois 225 e, finalmente, tô em casa. Entretanto, no meio do caminho, quando eu saltei do ônibus 119, para pegar o 225, duas tchecas velha de guerra, na boa vontade, tentaram me ajudar gritando algo que identifiquei como "não aeroporto". Por meio de mímica, gestos e macaquices, consegui explicar que não estava indo para o aeroporto, e sim para o Hotel. Então, elas tentaram me explicar o caminho. Começaram a falar e falar e a escrever e eu sempre com cara de quem tava entendendo. Peguei as anotações das velhas e fingi que fui ao ponto que elas me indicaram e, por sorte, tive juízo de confiar nos meus instintos navegantes. Peguei o buzão 118 para completar o caminho, mas, no próximo ponto, era o ponto final. Tiveram que ir me tirar, porque eu não entendia o que o motorista estava falando. No ponto, me perguntaram novamente se estava indo para o aeroporto, e me indicaram o 225. Um velho tcheco falava inglês, e o resto dos jovens em volta, não. Vergonha.
Por fim, cheguei sã e salvo em casa, e quero agradecer ao motorista do ônibus, que deu uma de tx e me deixou na porta do Hotel, sendo que nem tinha ponto de ônibus aqui.
Agora, vou começar a traçar meu turismo pela Tcheca. Bjos!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Bratislava, Eslováquia

Fala aí, Tupiniquins!!!
Estou em Bratislava, Eslováquia.
Passei a noite virado para pegar meu trem às 5h25, virei a noite no McDonalds, vendo filme, conversando com o pessoal, fazendo amizades no McDo com uns franceses. No meio da noite, já tinha nego dormindo na mesa, outro caindo da escada, acho que tava rolando substância não legal nesses hamburguer. 
Ocorre que eu não consigo mais ver McDonalds, BK ou KFC na minha frente. 
Parti do McDo da estação Oktogon, peguei o tram 6 às 4h15 da manhã, saltei na Blaha Lujza tèr, peguei o metrô (depois de esperá-lo abrir às 4h40) e fui pra Keleti up pegar meu trem. 
A estação ferroviária é horrível, não tem nenhuma instrução, ninguém fala inglês, e os funcionários são mal-humorados pela manhã.
Conversa vai, conversa vem, fiz amizade com uma irlandesa, e entramos em um trem que parecia o nosso, mas entramos na primeira classe, e lá fomos por boa parte do percurso, até que o fiscal pediu a passagem e nos tocou para a 2ª classe (haha). A irlandesa é muito gente boa, mas não parava de falar, e eu louco para dormir durante as 3h de viagem entre Budapeste e Bratislava. Enfim, se não fosse o sono, não teria o que reclamar dela, pois conversamos o caminho inteiro. Até tomei toda a água dela. 
Saltamos em Bratislava, trocamos e-mail e eu segui meu caminho para desbravar a Eslováquia ou, pelo menos, sua capital.
Chegando na estação de Bratislava, fui guardar minha mala no locker, mas não tinha trocado. Fui, então, comprar minha passagem para Praga logo, o que acabou por trocar meu pobre dinheirinho.
Dinheiro trocado e bagagem guardada, fui no centro de informação pegar um mapa, o que foi um sucesso, e pedir informação sobre o passe livre do transporte público por 24h, em que não obtive êxito.
Tentei perguntar para todos na estação, mas, adivinhem... aqui, na Eslováquia, é pior que na Hungria, ninguém fala nada de inglês ou, ao menos, não querem falar.
Após muito rodear sem rumo, vi um cara conversando em inglês e fui pedir informação. O nome do cara é Peter (ou assim se pronuncia) e ele sabia tudo, inclusive, estava ajudando outras duas brasileiras. O cara comprou nossos passes de 24h, e nos (eu e as duas brasileiras) deu carona até o centro de Bratislava.
Deixando ele, eu e as brasileiras subimos no castelo de uma ex Rainha da Austria que agora não lembro o nome.
Mas, como as brasileiras iram demorar, segui meu rumo e consegui conhecer quase todos os pontos turísticos, que não são tanto, de Bratislava. A cidade ainda tem muito a crescer quanto a isso. A unica coisa boa é que a água de 700 ml é 1 euro e a comida é bem barata.
Agora a pouco resolvi subir à Ponte Nova, e tem um mirante gigantesco. Resolvi sentar no restaurante super chique e fingir que tenho dinheiro. 
Para poder ligar na tomada, comprei um suco de laranja de 200 ml por 1,99 euros, um absurdo, mas tive que pedir algo.
O pior foi aguentar a tia me olhando com cara feia. Tadinha, tá trabalhando e me tirando ainda? Aiai...
vou gastar mais um tempinho e vou descer para ver o resto das paisagens.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Szia, Magyarország!

Bom, hoje dou tchau à Budapeste, à Hungria, e aos rocks underground que conheci.
Acordei tarde, para descansar bem, porque eu só durmo no trem para Bratislava hoje. 
Levantei super rápido, tomei banho, arrumei o que restou (literalmente) na minha mala e parti. Tranquei a cena do crime, digo, quarto, e levei minha mala para a recepção, enquanto dava a última volta por Budapeste.
Visitei o estádio de "sei-lá-o-quê" (tentei gravar, mas húngaro é impossível). De lá, voltei para a praça dos Heróis para curtir a praia artificial húngara., que estava mega lotada de turistas. Fiquei pouco, e nem fiz amigos ( =[ ). De lá, parti para o Shopping, tentar comprar algo, missão impossível, ninguém fala inglês, portanto, desisti. Fui a uma loja de roupas, e achei camisas por menos de 5 euros. Fodidas, mas baratas.
No meio da loja de celular, quase pior que a Vivo, pedi informação para o atendente e, adivinhem, ele não falava inglês, porém um cara que não consegui descobrir a nacionalidade dele nem perguntando, começou a falar em espanhol comigo, e eu, sem querer, respondi em francês, então, ele me disse que falava um pouco das duas. Resultado, ele falava comigo em espanhol, e eu respondia em francês, ficou muito bonito para quem tava ouvindo de fora.
Saindo de lá, encontrei finalmente a cruz em cima do morro e a igreja numa caverna que eu tanto procurei. Fui lá, tirei fotos e desci para ir num spa (haha), e de graça. 
A fila tava gigantesca, mas eu não tinha nada para fazer, esperei, e valeu a pena. O spa era foda, fiquei lá até agora a pouco, parecia a Torre de Babel, todo mundo falando todos os idiomas possíveis. Quase morri na piscina térmica. 
O mais engraçado é que o spa é para turista, mas só está escrito em húngaro, o resultado foi que eu entrei no vestiário feminino (haha). Sim, foi louco (haha). As gringas estavam lá, amarradona, se mudando e eu apareço de repente. Gritos, risas e muito "I'm sorry" ainda que não fosse de verdade, porque eu não estava arrependido (haha - brinks).
Além de eu pular na piscina se toca, o que era proibido (pular e ir sem toca).
Saindo de lá, voltei para o meu hostel e, enquanto uns gringos faziam check-in, comecei a contar que tinha sido roubado lá. Eles cancelaram e foram embora. Vingança!
Peguei minhas coisa e parti, peguei o tram mais longo, que deu uma volta por toda Budapeste, e entrei no KFC para comer. 
Tem 3 guris mal encarado aqui, que não saem por nada, a cara de quem vai assaltar, vou ficar gastando o tempo na internet aqui, e saio depois.
Detalhe que passarei a um bom tempo no McDonalds hoje, porque meu trem para Bratislava parte de madrugada, ou seja, começar a baixar filme para ver.

CURIOSIDADES SOBRE BUDAPESTE
1 - Os carros respeitam faixas e os pedestres também só atravessam nelas, exceto alguns turistas.
2 - Todas são lindas, mesmo.
3 - Os rocks underground vão deixar saudade.
4 - Os homens se cumprimentam dando 3 beijos, uns nos outros.
5 - Não existe lixeira nos banheiros. Pelos menos todos os banheiros que fui, nenhum tinha lixeira.
6 - Existem tietes aqui também. Ontem, na estação Astoria, uma senhora húngara, quando descobriu que eu era "gringo", começou a andar comigo, me explicar os caminhos, me indicar restaurantes, parecia eu quando tem gringo no Brasil.

Bom, se eu lembrar de alguma coisa a mais, eu conto. No mais, me despeço de Budapeste, sabendo que ela vai deixar saudade, e para recompensar, eu também vou deixar algo em Budapeste, nem que sejam as roupas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Quase no dia de partir...

Eu diria que estou arrumando minha mala, porque amanhã é meu último dia de glória em Budapeste, mas eu tenho que dizer que estou arrumando o que sobrou da mala (haha)
Então, depois de todos os problemas, dei uma dormida, tomei um banho e parti para desbravar mais uma vez a noite húngara, mas, dessa vez, eu sai com nativos, só húngaro, o único gringo era eu.
Marquei de encontrar os húngaros no em Oktogon, e tudo correu bem. Cheguei lá, já fui bem recebido e fomos caminhar pela famosa Andrássy Útca, a Champs Ellysé húngara, até Moulin Rouge tem, não se se é igual ao da França, vou compara, mas esse daqui, tenho a impressão de que é mais "baixo" que o de lá.
Caminhamos um bocado e vimos muitas coisas exóticas. Falei que tinha fome, e logo entramos em um restaurante indiano. Pela primeira vez, eu não estava perdido ao pedir comida. Eles falam tudo, traduziam, e eu comi o que queria. Bom, mais ou menos, nunca tinha comido da culinária indiana, mas eu gostei do preço, 200 fiorim (+/- R$ 1,80), e ainda é bom, e picante, se num tivessem me falado, jurava ser mexicana.
Comida indiana que não faço ideia do nome
Partimos então para ver a Chain Bridge a noite, e é muita mais linda, mas minha câmera é horrível, nem ficou boa a foto. Alias, toda Budapeste é linda a noite. 

Basílica de São Estevão
Finalmente, então, conheci a Basílica de São Estevão, muito linda e gigantesca. super iluminada e totalmente fechada.
Tiramos algumas fotos, e fomos fazer o mais importante, comprar cerveja. Compramos umas cervejas nacionais e umas internacionais que eu também não conhecia, mas levei. Uma latinha custando aproximadamente R$ 2,50, preço normal. 
Abastecidos, e com as latinhas em mãos, partimos para a Ponte Elizabeth, e sentamos na beirada, apreciando o Danúbio a noite, e vendo toda a iluminação de Budapeste.
Conversa e mais conversas, insisti para tomarmos Unicum e assim foi feito. Andamos muito, saímos da movimentação dos turistas e fiz tudo aquilo que minha mãe pediu para não fazer, tomar cuidado para onde ia.
Fui conhecer um pub muito irado, só que era no bairro judeu. Um lugar meio afastado, a rua que era localizado então? Se eu estivesse ajuizado, naquele momento, eu até estaria com medo, mas segui em frente, e não me arrependi. 
Entramos no pub parecia um cenário de skins. Muito irado, musica americana alta e talz. E, finalmente, tomamos doses e mais doses de Unicum. Saquei, no ATM, algo próximo a 25 euros (5000 ft). Putz, adoro a desvalorização da moeda húngara. Bebemos muito, e ainda sobrou.
De lá, fomos para outro pub, animado também, mas super lotado, acho que nem ficamos muito, partimos para o seguinte.
Encurtando a conversa, conheci bastante da cultura noturna e underground de Budapeste, me senti no seriado skins, e conversei pacas com os gringos. E o melhor de tudo é que eu não precisei me esforçar para os vendedores e garçons me entenderem, os húngaros sempre estavam a disposição para pegar bebida. Sei que no último pub, o qual tinha até sinuquinha e tava rolando um concurso de street dance entre uns bêbados da mesa ao lado, ao sentarmos na mesa, encontramos uma bebida, provavelmente deixada pelos bêbados que esqueceram de beber, pedimos mais cervejas e os húngaros, sempre pensando na economia, não deixaram a bebida lá, e beberam-na.
No final, voltei para casa umas 3-4 da manhã, não me recordo ao certo, mas me divertir muito. Mas, por conta disso, acordei 11 horas hoje, mesmo deixando o celular despertando.
Levantei, tomei banho e caminhei para a embaixada, na esperança de conseguir algo, e depois de muito tempo procurando, encontrei-a, mas não adiantou muita coisa, alias, pelo menos, ouvi português, e mal ainda, torci para o cara mudar para o inglês, porque o português dele estava complicado.
Sai de lá despreocupado, e segui para a ilha de Margitszigeti no meio do rio Danúbio. Uma ilha gigante, cheia de coisa, tem parques enormes, todos conservados, com estátuas e monumentos (o que não falta aqui em Budapeste). As pessoas vão de roupa de banho, bikini e sunga de praia mesmo. Ficam do lado do chafariz. Imaginei que, se fosse no Brasil, tinha virado ponto de comércio de droga, vulgo cracolândia.
Caminhei muito até o "final da ilha" e vi resorts muito bonitos, até entrei em um para pode pegar um arzinho fresco, porque o sol de Budapeste, hoje, estava competindo com o daí do Brasil (Ok! Eu sei que são os mesmo).
Depois de tudo que andei, voltei de ônibus até a entrada da ilha e fui caminhando pela ponte Margit e segui para a Basílica de São Estevão. Enorme, e tudo mais, linda por dentro, e muito organizada. E encontrei duas senhoras brasileiras lá. Super bom ouvir português. Trocamos umas palavras e elas acabaram me perguntando onde ficava a Opera e o que eu aconselhava a elas visitarem. Fiquei feliz por já conhecer as ruas e direções de Budapeste. Indiquei o caminho e elas seguiram felizes. 
Após isso, resolvi subir até à cúpula da Basílica, que terrível decisão, escada que não acabava mais. Contudo, o final foi compensador. Vista de toda Budapeste, tanto o lado Buda, como o lado Pest, simplesmente demais. Depois disso, dei uma passada fiel no McDonalds, e quando sai, descobri que tinha desabado o mundo aqui e Budapeste, choveu com força, porém, para mim, tava quente do mesmo jeito.
Voltei para o hostel, tomei banho, conversei com mamãe, e parti encontrar os húngaros de novo para mais uma sessão de convivência. Acabou que o tempo fechou, esfriou demais, e eu sem casaco, só lanchamos, e voltamos para casa e, no caminho, conheci uma Polonesa, e ela estava indo para a Citadella, que deve ser linda a noite, mas eu precisava de um banho, comer e um casaco.
Então, pedi comida, e agora vou degustar da única comida que eu consigo falar o nome aqui na Hungria, BigMac, depois eu decido se vou ou não...

domingo, 7 de agosto de 2011

Buda side

Bom, para aqueles que apostaram em fortes emoções na minha viagem por conhecer a minha pessoa, acertaram.
Então, ontem, fui jantar eram quase 2 horas da manhã aqui, e ainda encontrei um gringo que conheci no hostel e tomamos umas cervejinhas, nada de mais.
Hoje, acordei cedo e decidi colocar meu notebook na mochila para andar. Péssima ideia! Pesou o tempo todo, mas agradeço por ter levado.
Sai do hostel e fui direto para o ponto de ônibus para pegar o busz 27 para ir à Citadella. No ponto, estava um senhor húngaro, que começou a puxar assunto comigo, em húngaro.
Citadella
Eu disse que só sabia inglês (alias, fiz gestos de não), mas não adiantou, o velho continuou a conversar, desembolamos um diálogo legal entre utilizando aquelas palavras importantes: tourism, nice, cool, beautiful, pretty, girl, hot e f*ck.
Sim! Não é só no Brasil que as pessoas socializam com putaria. Aqui também, e por gestos, no meio do ponto de ônibus.
Depois do cultural bate-papo com o senhor húngaro, subi até a Citadella, onde tem um forte gigante, e onde fica a estátua da liberdade húngara, que não tem nada a ver com a americana. Pelo que entreouvi do guia turístico alheio, ela simboliza a libertação do povo húngaro, ou a independência. Enfim, algo do tipo.

Lá de cima, dava para ver Buda e Pest inteiras, muito lindo, principalmente o rio Danúbio, que não perde com sua exuberância. 
De lá, desci uma escadaria gigantesca até a Erzsébet hid (Elizabeth Bridge), não tão famosa quanto a Chain Bridge, mas tem seu charme. E, logo ao lado, havia uma estátua de Erzsébet, que eu não faço ideia de quem tenha sido, e nem pude usurpar do guia alheio, porque pareciam falar algo parecido com o alemão.
De lá, passei na igreja gigante que havia do lado da estátua e caminhei até a entrada do Castelo de Buda, que é gigante, com várias entradas e corredores, e cansativo. Você tira foto a cada passo.
Depois de muito andar, e de ver muitas estátuas e jardins lindos com cascata e tudo mais, cheguei ao fim do Castelo de Buda e caminhei até a igreja de São Matias, que é maravilhosa, toda cheia de detalhe. O único problema dessa igreja é que se paga para entrar e a fila tava gigante, deixei para a próxima.
Saindo de lá, desci pela escadaria e descobri que o buzs 16, o que me levaria a outro ponto turístico ia demorar uma hora. Então resolvi andar pela margem do Danúbio. Estúpida decisão, porque continuei, passei a Chain Bridge de novo, peguei um tramp e fui para no ponto turístico errado. 
Então, decidi voltar pro hostel, tomar um banho e entrar em contato com os húngaros, para sairmos. 
No meio do caminho, assisti a uma missa católica húngara e comi um BigMac cheio de firula, porque a atendente não falava inglês, e eu concordava com tudo que ela falava em húngaro.
Depois de me empanturrar, fui para o hostel, e descobri que minha mala tinha sido violada e, pelo menos, 16 peças de roupas tinham sido roubadas, principalmente as mais caras e mais novas.
Dos males, o menor. Eu não deixei meu notebook, então, aquela péssima decisão, se tornou minha melhor decisão.
Logo sabendo do furto, fui à recepção, e tudo que eu ouvi foi um "I'm sorry" da recepcionista.
Então, pedi para que ela ligasse para polícia, que veio até rápida, mas ninguém falava inglês, virei um macaco para contar a história toda para eles.
Eles tiraram fotos de tudo, pegaram meu passaporte e anotaram meus dados, pediram meu e-mail, perguntaram quando eu deixaria Budapeste, o que foi roubado e quanto valia tudo. E a recepcionista traduzindo tudo. Ela até traduziu a minha pergunta sobre a responsabilidade do hostel, e adivinhem? Segundo ela, a polícia disse que o hostel não tem responsabilidade nenhuma.
Logo, alguém sabe sobre legislação húngara?
Liguei para o meu seguro viagem e eles só cobrem roubo no aeroporto ou extravio. Estou, aqui, pensando em como extraviar minha mala no último voo para casa.
Detalhe: Vou ter que lavar todas as minhas camisas depois que usá-las, do contrário, vou ser obrigado a andar pelado por Budapeste (HAHA).
No mais, tudo tranquilo. Até encontrei um brasileiro, o que me deixou mais feliz, não aguentava mais não ouvir o português.
Voltei pro meu quarto, e decidi dormir, tava meio desanimado. Acordei agora, e acho que vou dar uma volta com uns húngaros aí. 
Hoje, eu afogo as mágoas no Unicum. Não que eu não o faria, mas, agora, eu, pelo menos, tenho desculpa.

sábado, 6 de agosto de 2011

De mochila nas costas

Ontem, ao postar, me abstive de certos comentários como todos os voos serem tranquilos, o único com turbulência foi o Paris-Budapeste, que era meio estranho, barulhento, e parecia que não estava com velocidade suficiente para voar.
Bom, quando cheguei, ontem, no meu hostel, tinha milhares de estudantes de tudo quando é lugar do mundo, fazendo sabe Deus o quê, mas estavam bebendo, e muito.
Eu, então, fui socializar, e pareço ter atraído as melhores pessoas que podia. Conheci um alemão loucaraço [sic], que roubava bebidas do grupo de estudante, fingindo se passar por um deles ou dizendo que iria comprar uma camisa deles. Ou, pelo menos, eu falei quando me perguntaram sobre a ausência do meu crachá, é... eu também entrei na brinks [sic].
Houve um momento em que as pessoas começaram a tomar shots de alguma bebida e eu, como tava conversando com dois estudantes do grupo que eram gregos, eles me ofereceram (haha).
Enfim, ótima recepção. Depois, conheci duas holandesas, e não é para menos que a Holanda tem má fama.
Siga o diálogo e tire suas conclusões:

_ Alemão: Would you like a cigarrete
_ Holandesas: No, we don't smoke cigarretes, we are vegetarian, just weed.

Então?
Pessoal tenso (haha). Depois, começaram a servir comida, e eu, estando lá, aproveitei e catei um prato também, afinal, economia é essencial.
Depois, conversei mais com uns caras, no final, deixaram a gente beber de boa. E, assim, nesse ritmo festivo de amizade, fomos para the city, que eu não fazia ideia do que era, mas era a cidade mesmo, e conhecemos alguns bares e uma boate, acho. Mas voltei cedo. Acho que antes das 2h00 da manhã eu estava no hostel já.
Nesse meio tempo, tomei algo chamado Unicum. Olha, acho que copiaram o absinto, por que é tenso.
Para finalizar, fiquei acordado até próximo às 5h, por nervosismo, ou por mal costume de fuso, e fui dormi, colocando o celular para despertar 6h.

[TODOS DORME]
6h --> [TODOS CONTINUA DORMINDO]
11h --> Jota acorda.

Sim, acordei tarde, mas não me abati. Acordei, tomei um banho, mochilas nas costas, máquinas em punhos, e um mapinha salvador da pátria nas mãos, lá me fui desbravar Budapeste.
A começar pela minha rua (Szüret Útca), que é em uma ladeira, toda cheia de árvores, muito bonita, mesmo porque a visão da janela do meu quarto é de uma floresta, o que não pé pouca aqui em Budapeste.
Durante o caminho entre meu hostel e a praça onde saia o tram 6 (espécie de bonde), cerca de 15 min de distância, vi lindas construções, uma igreja imensa, mil e uma estátuas. Tudo registrado em foto, que você não tem como parar de tirar.

Szüret Útca - minha rua
Igreja próximo ao meu hostel
Uma espécie de escola


Chegando na praça, começou a luta, húngaros não falam inglês e, em muitos lugares, não aceito o euro, só o fiorim (moeda local). Para comprar uma passagem para o tram eu demorei 20 min, e outros 20 para comprar uma água mineral.
Comprei, assim, uma passagem a 320 ft (+/- 3 reais, ou menos) e uma água de 5 ml por 280 ft (uns R$2,50).  Mas só consegui comprar porque aceitavam cartão. Ah! Atente para o fato de também não utilizarem cartão.
Enfim, peguei meu tram 6 e lá fui eu desbravar esse novo veículo.
Brasileiro não serviria para morar aqui, o transporte é baseado na confiança, você compra o passe e você mesmo o valida. Se não o fizer, ninguém vai ficar sabendo, somente se você der azar de encontrar um fiscal, aí sim, ele te cobra e, se você não tiver validado, você paga uma multa.
Eu, como bom brasileiro, apesar de ter pagado pelo passe, não o validei, só pela sensação de estar dando uma de esperto (hehe).
Desembarquei na Blaho Luiza tér e caminhei horrores até a estação Keleti, onde fui procurar saber sobre passagem para Bratislava e passe livre para transportes.
A estação Keleti é imensa, linda. Comprei um passe livre de 13 dias porque era mais em conta que comprar o de 3 dias (13 dias --> 28 euros / 3 dias --> 34 euros). E, ainda, o citypass me da direito a ir a uns spa de graça.
Keleti pu. (estação de trem)
Saindo de lá, fui desbravar o McDonalds, comprando um lanche de bacon de 400 ft (+/- 3,50 reais). Em frente ao McDo, tinha um Burger King, o que me fez amar mais ainda a cidade.
Voltei da estação Keleti pelo metrô, e saltei na Blaho Luiza, onde eu peguei outro tramp para Oktogon, e de la, peguei o metrô para Hósök tér, onde fica a praça dos Heróis, linda e gigante, como tudo em Budapeste. essa praça é do lado de um parque, onde fica o castelo de não-sei-quem.
Praça dos Heróis
Saindo de lá, conheci o museu do Terror, que fala sobre a guerra na Hungria, muito irado, e mais a frente, a Opera, que é monstruosa.
Museu do Terror
Opera
De lá fui conhecer a estação Nyugati, e depois fui para o Parlamento, uma coisa monstruosa, localizada na praça Roosevelt, em frente ao museu histórico de Budapeste, o qual eu visitei, e ainda peguei uma orquestra tocando.
Nyugati pu. (estação)
Parlamento Húngaro

Parlamente húngaro visto da Ponte da Liberdade
Orquestra no Museu de História de Budapeste


Parti de lá, e fui para a Ponte da Liberdade, uma das mais antigas de Budapeste.
Chain Bridge
Ponte da Liberdade
Lá foi meu último ponto turístico, porque queria voltar para falar com minha mãe, mas dei uma passada no Palácio de Buda e na Ponte Elizabeth.
Foi nesse momento que eu me perdi e tive que andar muito até encontrar um tram para me levar para meu hostel.
No meio do caminho, vi uma macumba húngara (haha). Cheguei no hostel, descansei, falei com meus pais, e voltei para a estação Keleti, e comprei minha passagem para Bratislava por 4400 ft (cerca de 16 euros na conta do cara do guichê). Ainda lá no guichê, falei com um italiano que tava perdido e não falava inglês, então, embromei um italiano estranho e ajudei o cara, e deu certo, ele tava querendo voltar para Veneza. Depois um senhor que me parecia ser alemão veio me pedir ajuda também, estava com cara de funcionário, só pode.
Ainda lá dentro, tentei ligar para casa, mas não sabia, porque em Paris é muito diferente. Quando pedi como fazia para ligar, o húngaro falou "aperta os botões, simples". Ok, né! Depois consegui aprender sozinho e gastei 150 ft (pouco mais de 1 real) e falei menos de 1 minuto com meus pais.
Saindo de lá 21h tinha acabado de escurecer, me chamaram no meio da rua três vezes, e todas para me oferecer maconha. Na última vez, eu até já respondi que não queria antes de o cara oferecer.
E ofereceram na cara de pau. AMSTERDAN é aqui galera.
Voltei para casa, muito mendigo na rua, e muito pedinte.
Sorte minha é que eu não entendo húngaro e posso negar ajuda sem peso na consciência.
Agora, estou esperando o pessoal do hostel decidir, em qual inferninho vamos nos meter essa noite. Ou talvez eu descanse para ir ao spa amanhã (haha).

Não sei o nome desse escultura, mas achei conveniente chamar de O Vaginão.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Uma letra no velho continente...

Olá, galera! Ou como se diz por aqui... Szia!!!

Então, decolei ontem às 13h20 (horário de Brasília), e desembarquei no Galeão, RJ, com 6 minutos de atraso (15h31), o que é super perdoável e eu estava disposto a aceitar.
Mal deixei o avião, dirigi-me ao check-in e, quando pus a mão no bolso (TCHARAAM), descobri que tinha perdido minha carteira dentro do avião da GOL que estava indo para Goiânia.
Minha carteira com TUDO... não ia nem vinha sem ela.
Desespero à parte... no final, conseguiram ela de volta, alguém que merece ganhar o céu de recompensa a entregou para as aeromoças.
Ao voltar pro guichê, descubro que meu voo marcado para as 16h20 (horário de Brasília), foi atrasado para as 20h20.
Tudo bem, tinha ganhado a vida com minha carteira de volta, então, esperei, mesmo porque não dava para fazer outra coisa.
Às 20h20, horário previsto para decolar, os portões de embargue foram abertos para embarcar + 300 pessoas.
Final: saí do Brasil bem tarde.
Sei que o destino estava a meu favor. Ao meu lado no avião, tinha sentado uma velha mau humorada com cara de c*, mas, felizmente, ela pediu para trocar de lugar com a amiga dela, e uma tal de Marcela ocupou o lugar.
Essa foi a sorte do ano. Gente fina pra caramba, e gosta de um goró. Resultado, durante as 11 horas longas de voo entre Rio - Paris abusamos da hospitalidade da AirFrance, bebemos tanto, mas tanto, não sei como não desembarcamos bêbados. Lá, eu estava no paraíso, vinho, heinekein, cerveja, champagne, tudo de graça, tive que provar e repetir cada uma dessas preciosidades.
Sem surpresa no aeroporto Charles de Gaulle, ainda ganhei um cartão da AirFrance para pode ligar e avisar do atraso e, espero, que reembolse o táxi que eu paguei por ter perdido o transfer.
Ah! Ao desembarcar no Galeão, conheci duas pessoas que também estavam indo para Paris, mas acabaram indo na minha frente por conta do atraso.
Atentem para o fato de elas não saberem falar inglês, nem nada. Por sorte, no Charles de Gaulle, elas me encontraram, então, eu consegui conversar com o pessoal da AirFrance, e o pessoal que estava na Alemanha esperando-a.
E outra, me colocaram tanto medo da imigração, mal-mal olharam meu passaporte.
O mais legal foi que, ao entrar no Galeão, a primeira pessoa a quem pedi informação era francesa, logo, tive que gastar todo o meu francês e me saí muito bem (haha).
Do Charles de Gaulles até o aeroporto de Budapeste (não vou nem tentar escrever o nome) foram só 2 horinhas.
Logo, cheguei em Paris 13h (8h - horário de brasília) e sai 15h25 (10h25 - Brasil) e cheguei em Budapeste 17h30 (13h30 - br).

Acabo de entrar no meu quarto, aqui no hostel, vou tomar meu banho e fazer um turismozim.

Céu de Vítória na tarde do dia 4 de agosto


Quem encara???


Nascer-do-sol no meio do Atlântico


Ponto sobre o Rio Danúbio - Budapeste, Hungria