quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Praha!!!

Olá, acabo de me estabelecer em Praga, e a única coisa que tenho para falar é que mochilar é irado demais (haha). Ainda que haja os perrengues, digo, os roubos.
Praga só me deu alegria até agora, e espero que continue. Primeira alegria foi sair de Bratislava, Eslováquia, não que a cidade seja ruim, até porque ela tem seus encantos, e eu pude identificar salada lá, mas por que aquele pessoal te que aprender a ganhar dinheiro com turismo, e estão muito longe disso. Além do fato de não falarem NADA de inglês, e se recusarem a tentar, atendem em um mal-humor e ignorância que só vendo. Por isso, aconselho a quem for visitar Bratislava, a passar metade de um dia lá, suficiente para conhecer todos os pontos turísticos de lá, e vem embora... esse negócio de não poder pedir informação e fazer mímica toda hora pra comprar uma água, não rola.
Contudo, vou levar boas lembranças de Bratislava, seja porque eu tive sorte naquela cidade, em chegar e encontrar brasileiros e um eslovaco super disposto a ajudar turistas, que nos levou de carro para conhecer alguns lugares, seja pelos brazucas de Goiânia que apreciaram, junto a mim, uma boa cerveja (não sei se é eslovaca, mas era cerveja), pelo mirante na ponte que dá uma visão linda de Bratislava, inclusive de suas montanhas, e pelo banheiro do mirante, que me roubou boas risadas, com seu mictório de lata e a privada em uma parede de vidro que lhe permite apreciar a visão do alto de Bratislava, enquanto você faz o nº 2 e ainda é obrigado a ler os dizeres: "enjoying the view?".
Bom, sobre Bratislava, o que tenho a dizer e que, para uma capital, a cidade parece pequena. Suas construções são mais modernas, imagino que seja devido à falecida Tchecoslováquia, que quando foi dividia, o território eslovaco não possuía lá grandes monumentos.
Foi em Bratislava também que experimentei meus momentos de mendigagem. Por que a passagem que consegui para Praga foi tarde e, depois da janta, não tendo mais nada para fazer, tirei um cochilo amarradão nos bancos.
Saindo de Bratislava, peguei um trem que vinha de sabe Deus onde e ia para Berlim.
Entrei nele e, 5 minutos depois, já tinha fechado com um gringo que não tenho ideia da nacionalidade porque ele não falava inglês, alias, ninguém naquele trem falava inglês. Sensação horrível, mas o importante é que a amizade prevaleceu às diferenças culturais, o gringo me chamou e me ofereceu uma cerveja, sim, do nada. Como eu não posso fazer desfeita, aceitei, e foi assim a viagem toda, e o cara arrumava cerveja toda hora, não era possível. Cada vez que o trem parava, ele corria comprar mais eu acho, só pode.
Enfim, lá pelas tantas, depois de muita "conversa" com o tal gringo, e não tendo dormido na noite passada (de Budapeste para Bratislava), capotei na cabine. Sorte que coloquei meu celular para despertar meia hora antes de chegar à estação de Praga, senão, numa hora dessas, estava em Berlim e nem sabia.
A segunda alegria que Praga me deu foi o hotel. Isso mesmo. Depois das desandanças com o hostel em Budapeste, resolvi me dar um presente, e fiquei em um hotel. Muito bom aqui. Fui do inferno ao céu em instantes. Não que eu não tenha gostado de Budapeste, porque eu adorei aquela cidade, mas porque o hostel e que fiquei hospedado lá não era lá grandes coisas, mesmo por que, fui roubado lá dentro.
O único problema com Praga é a moeda, que eu num faço ideia do valor, mas já já eu aprendo.
Vindo da Ferroviária para o hotel, tracei todo o meu caminho. Primeiro pego o metro, depois ônibus 119, depois 225 e, finalmente, tô em casa. Entretanto, no meio do caminho, quando eu saltei do ônibus 119, para pegar o 225, duas tchecas velha de guerra, na boa vontade, tentaram me ajudar gritando algo que identifiquei como "não aeroporto". Por meio de mímica, gestos e macaquices, consegui explicar que não estava indo para o aeroporto, e sim para o Hotel. Então, elas tentaram me explicar o caminho. Começaram a falar e falar e a escrever e eu sempre com cara de quem tava entendendo. Peguei as anotações das velhas e fingi que fui ao ponto que elas me indicaram e, por sorte, tive juízo de confiar nos meus instintos navegantes. Peguei o buzão 118 para completar o caminho, mas, no próximo ponto, era o ponto final. Tiveram que ir me tirar, porque eu não entendia o que o motorista estava falando. No ponto, me perguntaram novamente se estava indo para o aeroporto, e me indicaram o 225. Um velho tcheco falava inglês, e o resto dos jovens em volta, não. Vergonha.
Por fim, cheguei sã e salvo em casa, e quero agradecer ao motorista do ônibus, que deu uma de tx e me deixou na porta do Hotel, sendo que nem tinha ponto de ônibus aqui.
Agora, vou começar a traçar meu turismo pela Tcheca. Bjos!

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